Como funciona a Bússola

A Bússola
A bússola portátil é o instrumento mais simples e mais comummente utilizado para determinar e medir direções e ângulos. Aparece nos mais variados estilos, desde simples modelos de pulso ou de bolso aos mais complexos modelos de limbo móvel (Slyva) ou prismáticos. Todos os modelos são úteis para navegação básica e todos devem estar equipados com algum tipo de estojo para proteção das lentes.

0 modelo Slyva está embutido numa placa retangular de plástico transparente, a qual apresenta escalas gravadas nos bordos e. uma grande seta (a chamada seta da direção de progressão) impressa.

A bússola prismática tem uma peça metálica articulada equipada com uma lente amplificadora que permite, ler as pequenas marcas dos graus quando se determinam rumos. A cobertura de proteção desta bússola possui uma ranhura de mira para apontar a referência no terreno.

Para leitura e orientação básica de cartas, qualquer bússola serve, desde que seja precisa e usada longe de objectos de aço ou ferro, ou fora de Áreas com depósitos conhecidos de magnetite, um tipo de minério de ferro.
Dado que todas as bússolas apontam o norte magnético e não o norte geográfico, todas as cartas trazem, no centro, uma indicação sobre o valor da declinação magnética, a qual varia de lugar para lugar através do mundo 11.
Por exemplo, nos Estados Unidos, a direção do norte verdadeiro sobrepõe-se à direção do norte magnético segundo uma linha que corre para sul sensivelmente desde a península superior do Michigan, através de Chicago, até ao extremo sul da Florida. Em qualquer ponto a leste ou a oeste desta linha passa-se a um azimute geográfico somando ou subtraindo o necessário número de graus indicado na carta.

Embora estas correções não sejam necessárias para pequenos deslocamentos, no caso de uma exploração prolongada, digamos, no Noroeste do Pacífico (onde a declinação magnética chega aos 20° leste) estas correções entre a carta e a bússola são cruciais.

Usar uma carta e uma bússola é simples, dado que não lhe exige mais que manter a direção definida pelo ponto onde esta e aquele que pretende atingir. Mesmo que a rota esteja obstruída por um paul ou pântano não indicado claramente na carta, basta fazer um desvio com três ângulos rectos em volta do obstáculo para se encontrar não só do outro lado desta, mas também na rota certa para o objectivo pré selecionado.

Será pouco provável que só após um longo deslocamento encontre à distância algum acidente de terreno que coincida com um dos pontos da carta. Apenas em bosques cerrados ou floresta é difícil usar pontos de referência. Por isso, pode ser necessário trepar às árvores mais altas para identificar à distância as linhas de alturas ou outros acidentes do terreno. Ocasionalmente, até mesmo do alto da calote verde da floresta é difícil destrinçar os rios e os ribeiros da selva circundante, devido à uniformidade das alturas e à densidade florestal. Por esta razão e muitas outras, logo que localize um rio na selva, agarre-se a ele como origem de água, alimentos e orientação elementar.

A triangulação é apenas uma forma de determinar a sua posição na carta com a ajuda de dois pontos de referência, no caso de não estar próximo ou num desses pontos. Com uma bússola determine o azimute para o ponto A e depois para o ponto B. Transfira estes azimutes para a carta conforme se indica na figura 2-6 e o ponto onde as duas linhas se cruzam é o ponto onde se encontra.

A única vez que a coordenação estreita entre a bússola e a carta é crucial é quando estiver a tratar uma rota em ziguezague através de terreno acidentado. Nesta circunstância, é necessário converter em passos a distancia de cada troço medida na carta, partindo do principio de que o seu passo médio vale cerca de 76 cm. A escala gráfica na parte inferior da carta ajudá-lo-á a simplificar a conversão em jardas, metros ou milhas das distancias medidas na carta. Contudo, antes de prosseguir noutra direção, terá de determinar a sua posição com a maior aproximação possível.

No caso de o seu objectivo ser um acidente de terreno de grandes dimensões, tal como uma estrada transversal, a sua direção geral de progressão, não se torna essencial uma precisão pontual. Mas, se procura atingir uma cabana num bosque profundo ou uma determinada cumeada entre várias, qualquer erro de poucos metros no princípio poderá afastá-lo milhares de metros do objectivo. Por isso, determine cada uma das direções com a maior precisão possível.

Não seja lisonjeiro na avaliação da sua progressão em terreno acidentado. Embora possa ser capar de «trotar» 1600 m em oito minutos ou andá-los em quinze minutos, será já muito bom que consiga fazê-los, em média, numa hora se transportar às costas algo pesado ou se se deslocar em montanha e onde haja árvores caídas. Esta é outra razão para usar a carta e a bússola e fazer a contagem dos passos 13. Muita gente costuma sair do acampamento de manhã apenas para regressar, exausta, à tarde. Podem ter-se aproximado corretamente do acampamento, mas fizeram meia volta apenas a escassas centenas de metros da clareira convencidos de que já tinham andado de mais.

Sobre Felipe Barros

Adoro a Deus nosso Senhor e apaixonado pela Natureza. Programador HTML e eterno viajante.
Adicionar a favoritos link permanente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *